terça-feira, 14 de junho de 2011

“Reblog”

Fome, Pobreza e Miséria: de quem é a culpa?


“ Mais e 100 mil pessoas morrem devido à fome todos os dias ao redor do mundo. A cada quatro minutos uma criança fica cega por falta de vitamina A. A cada sete segundos uma criança menor de dez anos morre devido à desnutrição”
Todos nós, todos os dias, a qualquer passo nas ruas de qualquer cidade, sempre nos deparamos com seres humanos humilhados, miseráveis, pobres, famintos, magros, indesejáveis, desnutridos: o “outro”, o “não-ser”, as vítimas do sistema.
Portanto, pensamos: de quem é a culpa? Quem é o responsável pela miséria dos miseráveis? Podemos culpar alguém?
Pois bem, penso eu que os únicos responsáveis por está miséria e descaso é o Estado, o Capitalismo e classes ou pessoas que se julgam “superiores”.
O Estado porque?
O Estado Democrático de Direitos do Brasil, ou seja, a República Federativa do Brasil tem o dever, a obrigação de zelar por todos nós. Isso ocorre? Não.

Na Constituição Federal, existe princípios que asseguram, no papel, direitos fundamentais para todos os indivíduos. Direito de igualdade, liberdade de expressão, direito a um trabalho digno, direito a moradia, lazer, saúde, segurança, assistência aos desamparados e etcs a fim; uma infinidade de direitos e deveres. A Constituição Federal de 1988 é conhecida como a “Constituição Cidadã”, devido à amplitude de direitos consagrados pelo legislador.
Há muitos direitos assegurados na Constituição que não são válidos ( no sentido próprio da palavra ). Muitas vezes pagamos duas vezes pelo mesmo serviço, o qual o Estado deveria prestar, devido aos tributos que pagamos.
Um exemplo do texto legal da Constituição. Leiam algumas “pérolas” da Constituição Federal do Brasil, apenas algumas:
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Acredito que não preciso comentar sobre o referido artigo e incisos. Apenas um comentário: a Constituição Federal, segundos seus princípios do art. 170 ( Ordem Econômica ) é capitalista. Como erradicar a pobreza, a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e promover o bem a todos se há princípios contraditórios? A Constituição Federal, onde valoriza o trabalho, a livre iniciativa, ampara a propriedade privada e a livre concorrência, princípios que consubstanciam o sistema capitalista, são princípios e soluções contraditórias, sendo que os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, nos incisos do artigo 3º e atentando também o inciso III do artigo 1º ( dignidade da pessoa humana ) da Constituição Federal, não são efetivados devidos ao sistema capitalista vigente, onde impossibilita que as pessoas vítimas do sistema tenham uma vida digna e decente.
O capitalismo, sem haver discórdias, gera a pobreza, miséria, desigualdades sociais, exclusão e degradação de seres humanos. Logicamente, é uma das causas, se não for a principal delas. Mas meu objetivo aqui é se concentrar no Estado.
Portanto, para não traçar outro caminho, voltemos às vítimas do sistema e o Estado.
O problema não é de hoje ou de ontem, é de séculos. O Estado é uma máquina falida, não economicamente. O Estado, Democracia, Capitalismo a sociedade de “classes” geram todo nossa miséria. Nossa miséria enquanto latino-americanos.

O Estado não ampara. Existem princípios legais para combater toda miséria. Mas há contradições entre os princípios que impossibilita o exercício destes.
A vítima por si só não se emancipa sozinho. Depende daquele que é responsável geral por “tudo”: educação, saúde, trabalho, moradia etc. É um processo continuo que atinge famílias inteiras, onde o mesmo caminho dos pais, é o caminho dos filhos, em regra.
Agora, porque o Estado é um dos responsáveis pela miséria e degradação de milhares de Seres Humanos?
Ele deixa a desejar em pontos estruturais e de formação de muitas pessoas. Desde pequenas crianças até senhores de idade. O Estado se apossa de todo poder que lhe é outorgada ( abstratamente ) , através das eleições, e ali, qualquer que seja o presidente, não ira mudar a nossa realidade.
Programas de “tapa-buraco” levam a população a ser cada vez mais independente. O Estado protetor que gera exclusão. A emancipação deveria ser a base: não dependemos do Estado e podemos viver sem ele. Se o Estado não existisse, talvez não haveria má distribuição de renda, até mesmo crimes poderiam diminuir, as desigualdades, a fome, pois um povo emancipado, independente poderia se manter as próprias custas e buscar o mínimo de vinculo com a negação da humanidade ( uma questão complexa e não faz parte do temo, por hoje ) . Mas “emancipar” o povão não interessa para o Estado. Quem irá sustentar a máquina estatal e seus “políticos” que pensam apenas no próprio rabo?
Todo o contexto é complexo. Podemos até escrever teorias, livros, teses em cima do tema. Mas a priori, o Estado contribui para a miséria do povo. Seja deixando de cumprir normas, princípios legais que garantem certos direitos aos miseráveis. Agora, se um Estado, não garante os direitos mínimos que um ser humano possui, qual a finalidade do Estado? Porque ele existe? Infelizmente eu sei...

FONTE: http://grito-rbu.blogspot.com/2007/09/fome-pobreza-e-misria-de-quem-culpa.html

achei um texto sensacional e não receberia a atenção que merece se seu apenas postasse o link :)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

c’est mon essence

“Não paguei uns nem outros, mas saindo de almas cândidas e verdadeiras tais promessas são como a moeda fiduciária, – ainda que o devedor não as paguem, valem a soma que dizem.”

Machado de Assis – Dom Casmurro

“ce ne sont pas mes gestes que j’ecris; c’est moi, c’est mon essence”

Montaigne

Ação e reação

“A corrupção leva o cidadão a perder a fé nas suas instituições e quando isso acontece, ele se torna cínico ou rebelde. Isso é um golpe de morte na democracia e na estabilidade que ela significa. São situações assim que ensinam a população a aplaudir os golpistas pelo sucesso das gestões públicas, transformando-os em líderes de uma sociedade adoentada e sem forças próprias para escapar do coma político”

DENISE FROSSARD

terça-feira, 31 de maio de 2011

Equinodermos

EQUINODERMOS

Asteróides:
Estrelas do mar, seus braços são muito fortes porque abrem as conchas dos bivalves para se alimentar.
As estrelas do mar jogam seu estômago para fora para se alimentar. Digestão extracorpórea.
Podem se regenerar, ao menos que a cortem no meio. Possuem pés ambulacrais para locomoção.
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Crinóides:
São os lírios do mar, são animais fixos com braços longos maiores que os das estrelas do mar.
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Ofiuróide:
São o ofíuro e a serpente do mar.
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Equinóides:
São os ouriços e as bolachas da praia.
Vivem em substratos duros perto da praia.
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Holoturóides:
São os pepinos do mar que possuem corpo mole, seu endoesqueleto é todo fragmentado e não é compacto.
Quando mexem neles, eliminam parte do seu intestino para desviar a atenção dos predadores. Depois o tubo digestivo se regenera.
Não apresentam espinhos na pele.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vende-se


O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:

- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o Senhor tão bem conhece. Poderá redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:

"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda".

Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.
- Nem pensei mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Coesão

Coesão textual

Para que um texto apresente coesão, devemos escrever de maneira que as ideias se liguem umas às outras, formando um fluxo lógico e contínuo. Quando um texto está coeso, temos a sensação de que sua leitura se dá com facilidade.
Dispomos de vários mecanismos para conectar e relacionar as partes de um texto. Abaixo, citamos os principais:

1. Coesão referencial
Alcançamos a coesão referencial utilizando expressões que retomam ou antecipam nossas ideias:

  • onde: indica a noção de "lugar" e pode substituir outras palavras.
    São Paulo é uma cidade onde a poluição atinge níveis muito altos. [No caso, "onde" retoma a palavra "cidade".]
  • cujo: pode estabelecer uma relação de posse entre dois substantivos.
    Raul Pompeia é um escritor cujas obras lemos com prazer.
  • que: pode substituir (e evitar a repetição de) palavras ou de uma oração inteira.
    Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, o que permitiu aos portugueses ampliarem seu império marítimo.
  • esse(a), isso: podem conectar duas frases, apontando para uma ideia que já foi mencionada no texto.
    O presidente de uma ONG tem inúmeras funções a cumprir. Essas responsabilidades, no entanto, podem ser divididas com outros membros da diretoria.
  • este(a), isto: podem conectar duas frases, apontando para uma ideia que será mencionada no texto.
    O que me fascina em Machado de Assis é isto: sua ironia.
  • 2. Coesão lexical
    Permite evitar a repetição de palavras e, também, unir partes de um texto. Pode ser alcançada utilizando-se:
  • sinônimos: palavras semelhantes que podem ser usadas em diferentes contextos, mas sem alterar o que o texto pretende transmitir.
    O presidente do Palmeiras, Silvano Eustáquio, afirmou que o time tem todas as condições para ganhar o campeonato. Segundo o dirigente, com Miudinho na zaga, o gol palmeirense será impenetrável. Na opinião do cartola, a torcida só terá motivos de alegria.
  • hiperônimos: vocábulo de sentido mais genérico em relação a outro.
    Lucinha estava na poltrona do cinema, esperando o filme começar, quando, de repente, no assento ao lado, uma idosa desmaiou.
  • perífrases: construção mais complexa para caracterizar uma expressão mais simples.
    A vigilância policial nos estádios de futebol é sempre necessária, pois as torcidas às vezes agem com violência. Na verdade, não é mais possível a realização de qualquer campeonato sem a presença de elementos treinados para garantir não só a ordem, mas também proteger a segurança dos cidadãos que desejam acompanhar o jogo em tranquilidade.
  • 3. Coesão sequencial
    Trata-se de estabelecer relações lógicas entre as ideias do texto. Para tanto, utilizamos os chamados conectivos (principalmente preposições e conjunções). Veja os principais:

  • Consequência (ou conclusão): por isso, logo, portanto, pois, de modo que, assim, então, por conseguinte, em vista disso.
    Ela é muito competente, por isso conseguiu a vaga.
  • Causa: porque, pois, visto que, já que, dado que, como, uma vez que, porquanto, por, por causa de, em vista de, em virtude de, devido a, por motivo de, por razões de.
    Ela conseguiu a vaga, já que é muito competente.
  • Oposição: entretanto, mas, porém, no entanto, todavia, contudo.
    Paulo tinha tudo para ganhar a corrida, no entanto, no dia da prova, sofreu um acidente de carro.
  • Condição: se, caso, desde que, contanto que.
    Você pode ir brincar na rua, desde que faça todo o dever.
  • Finalidade: para que, a fim de que, com o objetivo de, com o intuito de.
    Com o intuito de conseguir a vaga na faculdade, Sílvia estudava oito horas todos os dias.
  • fonte: http://vestibular.uol.com.br/ultnot/resumos/coesao-textual.jhtm